Doce lugar de refúgio, onde minha alma sentiu-se em casa
Onde essa pessoa que antes sentia-se desamparada,
sem ninguém que lhe estende-se a mão
De repente lembrou-se da infância, ao contemplar a imensidão
Em tua casa fui convidada, por pouco tempo lá fiquei
Mas minha alma foi refrigerada, meu sono mais tranquilo
Me senti à vontade para ponderar na grandeza de tua majestade
Meu Senhor, Salvador... E em meu pai me regozijo.
Tua dor eu não senti, nem posso um dia contemplar
Mas me sinto grata por teres escolhido morrer em meu lugar
Em tua casa pude sentir que um peregrino sou aqui
Minha casa, minha morada não é aqui nesse chão
Pertenço ao infinito, ao imenso, ao universo em expansão
Minha natureza é divina, mais ainda que humana
Sou filha de um Pai Celeste, sou apenas uma criança.
Cinema. Literatura. Música. Jornalismo. Jornalista não escreve com a mão. Escreve com visão, sentido, emoção, poesia, amor e, principalmente com noção de responsabilidade social. Pelo menos os jornalistas sérios.
Hoje não, amanhã, talvez... Ontem, nunca!
[orkut] Marcondes, Raisa Larissa
[twitter] http://twitter.com/#!/rl_marcondes
[e-mail] raisalarissamq@gmail.com
[facebook] Raisa Marcondes
''Escrever é o que me liberta e me faz imaginar
imaginar um mundo onde não tenha que me calar
Esperar por amanhãs melhores e noites mais quentes
Onde a lua não se esconde, onde a dor não se sente''
03 abril 2013
18 janeiro 2013
They told me everything would be fine
They told me I should go on
But all I could do was cry
Because I felt so alone
The more I thought about it
The more I felt the need
To bring back that old me
To bring back those old memories
My future is not quite certain
My mind does not want me to know
The feeling I hide in my heart
The troubles I once had to show
They told me I should go on
But all I could do was cry
Because I felt so alone
The more I thought about it
The more I felt the need
To bring back that old me
To bring back those old memories
My future is not quite certain
My mind does not want me to know
The feeling I hide in my heart
The troubles I once had to show
Eu tentei me distrair
eu tentei não me deixar levar
Achei que seria fácil sorrir
ou até mesmo ignorar
O fato é que o meu pensamento
ainda não consegue negar
Que o que eu sinto por você é imenso
que o que eu espero de você é amar
No canto do meu olhar
Você pode encontrar solidão
Mas na esquina da minha alma
Você só encontrará ilusão
Meu cerne foi destruído
por aqueles mesmos devoradores de outrora
Aqueles que com leveza me prometeram a noite
Depois de uma grande e maravilhosa aurora
Minhas esperanças de menina,
aos poucos foram diminuídas
Minhas roupas limpas,
com o passar do tempo ficaram encardidas
Mas aí vem aquele dia de amanhã
que limpa tudo e promete um novo despertar
Foi assim que eu ganhei esperança
e uma nova meta para alcançar!
eu tentei não me deixar levar
Achei que seria fácil sorrir
ou até mesmo ignorar
O fato é que o meu pensamento
ainda não consegue negar
Que o que eu sinto por você é imenso
que o que eu espero de você é amar
No canto do meu olhar
Você pode encontrar solidão
Mas na esquina da minha alma
Você só encontrará ilusão
Meu cerne foi destruído
por aqueles mesmos devoradores de outrora
Aqueles que com leveza me prometeram a noite
Depois de uma grande e maravilhosa aurora
Minhas esperanças de menina,
aos poucos foram diminuídas
Minhas roupas limpas,
com o passar do tempo ficaram encardidas
Mas aí vem aquele dia de amanhã
que limpa tudo e promete um novo despertar
Foi assim que eu ganhei esperança
e uma nova meta para alcançar!
14 maio 2012
Imperfeição
Eu to lembrando dos filmes
que ainda não vimos juntos
To lembrando das poesias que ainda não escrevi
To pensando nos momentos que ainda não vivi
Já tá tarde, e eu escrevo sem parar
fica fácil quando lembro do teu rosto
Quero você aqui do meu lado pra eternidade
Envelhecer com você, que sempre foi minha verdade
Agora é tarde. Quem pode me dizer?
Eu não vivo um minuto a mais se for longe de você
Clichê? Pode até ser...
Mas, mais uma vez, eu pergunto...
Quem é perfeito na hora de escrever?
Sentimento que me sufoca, me faz querer pular, saltar
Pra ver se meu coração para de querer explodir
Meu peito não aguenta, parece que vai sair
Imperfeito sou até na hora de fingir
que nada acontece comigo, quando você decide sumir
que ainda não vimos juntos
To lembrando das poesias que ainda não escrevi
To pensando nos momentos que ainda não vivi
Já tá tarde, e eu escrevo sem parar
fica fácil quando lembro do teu rosto
Quero você aqui do meu lado pra eternidade
Envelhecer com você, que sempre foi minha verdade
Agora é tarde. Quem pode me dizer?
Eu não vivo um minuto a mais se for longe de você
Clichê? Pode até ser...
Mas, mais uma vez, eu pergunto...
Quem é perfeito na hora de escrever?
Sentimento que me sufoca, me faz querer pular, saltar
Pra ver se meu coração para de querer explodir
Meu peito não aguenta, parece que vai sair
Imperfeito sou até na hora de fingir
que nada acontece comigo, quando você decide sumir
Nem me atrevo a ir embora,
você me faz tão bem
Me faz pensar em voar alto,
me faz querer ir além
Não sou sonhadora, mantenho os pés no chão
mas admito que é difícil não sonhar quando você
faz saltar meu coração
Não precisa dizer nada, eu já sei a tua resposta
Eu sou sozinha nesse amor, mas estou à tua porta
Pra ajudar sempre que você precisar
Sou amiga, não amante, sou o que você me chamar
você me faz tão bem
Me faz pensar em voar alto,
me faz querer ir além
Não sou sonhadora, mantenho os pés no chão
mas admito que é difícil não sonhar quando você
faz saltar meu coração
Não precisa dizer nada, eu já sei a tua resposta
Eu sou sozinha nesse amor, mas estou à tua porta
Pra ajudar sempre que você precisar
Sou amiga, não amante, sou o que você me chamar
06 março 2012
Tô sem te ver. O sol já se pôs pra mim.
Quero abrir os olhos e acordar desse sonho.
Não quero mais ter medo, não quero mais viver,
se for pra ser sem você.
Te conheci, não dei valor.
O que cresceu em mim foi amor.
Porém eu neguei, não quis sentir.
Sou mais um que nega o efeito que tu tens em mim.
Cadê meu sonho? Cadê o meu verão?
Perdi nessa busca cada fibra do meu coração.
Não sou de fazer preces, mas ontem eu orei em silêncio.
Pedindo ao bom Deus que me levasse embora.
Pois agora, aqui sozinho. Sem você não encontro meu caminho.
Quem pode me socorrer? Quem pode me ajudar?
Maria, Deus, os Santos católicos ou Alá?
A dor do perdido é incurável até mesmo para eles.
Não podem me trazer de volta nenhum sentido, nenhum presente.
Que possa substituir você, amor da minha vida.
Quero abrir os olhos e acordar desse sonho.
Não quero mais ter medo, não quero mais viver,
se for pra ser sem você.
Te conheci, não dei valor.
O que cresceu em mim foi amor.
Porém eu neguei, não quis sentir.
Sou mais um que nega o efeito que tu tens em mim.
Cadê meu sonho? Cadê o meu verão?
Perdi nessa busca cada fibra do meu coração.
Não sou de fazer preces, mas ontem eu orei em silêncio.
Pedindo ao bom Deus que me levasse embora.
Pois agora, aqui sozinho. Sem você não encontro meu caminho.
Quem pode me socorrer? Quem pode me ajudar?
Maria, Deus, os Santos católicos ou Alá?
A dor do perdido é incurável até mesmo para eles.
Não podem me trazer de volta nenhum sentido, nenhum presente.
Que possa substituir você, amor da minha vida.
17 janeiro 2012
3 em 1
Dizem que é fisicamente impossível haver mais de um corpo ocupando o mesmo espaço. Sim, a física me ensinou isso. Mas a física se esqueceu que o ser humano é um ser incrivelmente adaptável, transformável e inigualável do universo. E olhe que eu já conheci muito bicho por aí...
Ela tem três letras no nome. O "A", o "N" e o outro "A". Também tem três filhos. Mais interessante ainda é o fato de ser multiuso e 3 em 1. É mãe, pai, e trabalhadora. Poderia acrescentar também dona de casa, amiga, educadora e etc. Mas figiria à proposta do texto, já visto pelo título.
Acorda cedo todo dia. Já se põe, cedinho, quando o sol surge preguiçoso à porta, a digitar "bom dia" aos amigos no Facebook. Depois vem o trabalho: dentes, dentes e mais dentes. Não sei como aguenta tanto mal hálito!
O 3 refere-se também ao número de familiares tortos que a amam mais que a metade dos familiares de sangue: a ex-cunhada, mais conhecida como "irmã", que recentemente a chamou de "ANJO" por uma mensagem no celular. A sobrinha, cujos dedos vos escrevem este texto e o sobrinho que agora está em algum lugar de Goiás pregando a Cristo e orando muito por ela, com certeza!
Mulher de garra: criou três filhos bagunceirinhos e energéticos muito melhor que muito casal rico por aí.
Mulher de coca com bacardi.
Mulher de fé: sempre com o coração voltado a Deus e os santos.
Mulher de música: Sempre pedindo dicas musicais à sobrinha radialista.
Mulher de amores: Sabe aquela pessoa que merece todos os amores do mundo?
Mulher de tatuagem: Grudado na pele, mais precisamente no pescoço, a razão de viver.
Mulher de voz: Parece uma adolescente falando quando está feliz. É a coisa mais fofa do mundo.
Mulher de inteligência: Ou você tá achando que ser dentista é pra qualquer um?
Mulher de dores: Sim, elas vêm. Vêm nos por pra baixo, mas ela sabe dar a volta por cima como ninguém.
Simplesmete... Mulher!
Ela tem três letras no nome. O "A", o "N" e o outro "A". Também tem três filhos. Mais interessante ainda é o fato de ser multiuso e 3 em 1. É mãe, pai, e trabalhadora. Poderia acrescentar também dona de casa, amiga, educadora e etc. Mas figiria à proposta do texto, já visto pelo título.
Acorda cedo todo dia. Já se põe, cedinho, quando o sol surge preguiçoso à porta, a digitar "bom dia" aos amigos no Facebook. Depois vem o trabalho: dentes, dentes e mais dentes. Não sei como aguenta tanto mal hálito!
O 3 refere-se também ao número de familiares tortos que a amam mais que a metade dos familiares de sangue: a ex-cunhada, mais conhecida como "irmã", que recentemente a chamou de "ANJO" por uma mensagem no celular. A sobrinha, cujos dedos vos escrevem este texto e o sobrinho que agora está em algum lugar de Goiás pregando a Cristo e orando muito por ela, com certeza!
Mulher de garra: criou três filhos bagunceirinhos e energéticos muito melhor que muito casal rico por aí.
Mulher de coca com bacardi.
Mulher de fé: sempre com o coração voltado a Deus e os santos.
Mulher de música: Sempre pedindo dicas musicais à sobrinha radialista.
Mulher de amores: Sabe aquela pessoa que merece todos os amores do mundo?
Mulher de tatuagem: Grudado na pele, mais precisamente no pescoço, a razão de viver.
Mulher de voz: Parece uma adolescente falando quando está feliz. É a coisa mais fofa do mundo.
Mulher de inteligência: Ou você tá achando que ser dentista é pra qualquer um?
Mulher de dores: Sim, elas vêm. Vêm nos por pra baixo, mas ela sabe dar a volta por cima como ninguém.
Simplesmete... Mulher!
04 outubro 2011
Rotina e Mudança [parte 1]
| Uma viagem parecia ser algo louco, sem noção. Mesmo assim, foi em frente |
Era uma manhã assim de outono. Tinha acabado de sair de casa. Colocou as chaves no bolso e seguiu pela rua abaixo. Pensava em tudo e ao mesmo tempo em nada. Deixava-se levar pela música "Yellow" do Coldplay, tocando nos headphones grandes que tinha comprado no dia anterior. Esperava acordar desse sonho que todos chamavam vida, mas que para achava ser realmente um pesadelo. Nada de divórcio dos pais, nada de drogas em sua vida. Não bebia nem se metia em confusão, mas mesmo assim sentia-se só e completamente sem chão.
Ao chegar ao trabalho, só fez jogar a bolsa/pasta na mesa e ligou o computador. Mais tarde, após horas de trabalho em frente à tela do computador, pediu um lanche do McDonald's. Comeu rápido e voltou a trabalhar. Uma rotina de repetição que lhe permeava a mente e lhe corroía por dentro. A rotina lhe atormentava, lhe fazia querer morrer.
Seguia assim todos os dias de sua vida. Rotina, rotina e rotina. Um dia, então assim sem querer nem planejar, passou em frente a uma loja de passagens aéreas. Como ganhava relativamente bem com o trabalho fatídico e chato, e quase nunca viajava, achava que essa seria uma boa oportunidade de sair do país. Quem sabe uma praia na Grécia ou um campo ou vinhedo na Itália?
Entrou na loja sem pensar duas vezes. Deciciu antes olhar a lista de passagens e promoções. Eram tantas! E todas pareciam muito tentadoras... Como escolher?
Deciciu fechar os olhos e deslizar a ponta do dedo indicador desde a primeira passagem na lista, até a final. Quando achasse que tinha chegado no destino, congelaria o dedo apontado e abriria os olhos. Foi exatamente isso mesmo que fez...
Quando abriu os olhos comtemplou o lugar para onde iria, não pode acreditar. Será mesmo que era esse o lugar? O que haveria lá que lhe poderia mudar a vida?
Hesitou um pouco. Mesmo em dúvida não podia fraquejar agora. Foi até a atendente comprar a passagem...
02 outubro 2011
Boy bands e Teen Idols
Quem é da minha geração vai com certeza lembrar de grandes hits dos anos 80/90 que estouraram no fenômeno adolescente que foram as boy bands. "Step by step", dos New Kids on The Block, "Tearing uo my heart", do NSync, "As long as you love me", dos Backstreet Boys e até "40 graus", da boy band brasileira Twister.
Esses grandes sucessor vieram com força total avassalar o mercado fonográfico mundial e trazer, juntamente com o amor ardente das enlouquecidas fàs, o nariz torto e a aversão dos famosos "haters". Mas, até quando o o marketing está acima do talento e, se realmente está, quanto talento será que sobre para os meninos da dança sincronizada e vozes afinadinhas?
Para responder essa pergunta, devemos voltar um pouco no tempo. Primeiramente até, estudar o que significa a expressão "boy band", indo muito mais além da tradução "banda de meninos". Há muito tempo atrás, nos EUA, surgiu o fenômeno Elvis Presley, que depois de algum tempo seria considerado o Rei do Rock. Um título que até hoje ainda é discutido como cabível ou não. Bom, Elvis era dotado de, além de talento, de uma beleza sem igual. De todo o publico consumidor de seus discos, as mulheres eram maioria. E não era à toa. O rebolado de Elvis servia para atrair as mulheres. Uns anos depois, na Inglaterra, surgia o fenômeno inglês Beatles. A banda que é considerada a melhor banda de Rock do mundo. Mas, se formos estudar a história dos meninos de Liverpool (e os fãs de verdade saberão que estou certa), veremos que o primeiro casamento de Lennon, no início da carreira dos meninos, teve de ser camuflado para que assim sua imagem de menino solteiro não prejudicasse a banda, já que a maioria do público era composto por mulheres. Alguns musicos e estudiosos e jornalista que trabalham no meio musical consideram os Beatles como a primeira forma de boy band do mundo. Até nisso os ingleses foram pioneiros, não?
Ainda na mesma década, tivemos os Jackson 5. Os irmãos do pequeno Michael dançavam sincronizados e alguns até tocavam instrumentos. Você pode pensar: "Ah, mas só o Michael e o Jermaine cantavam nesse grupo". Eu retruco com: "E só o Justin e o JC cantavam no NSync. Me desculpe, mas isso não diminui o prestígio de nenhuma das duas bandas". Durante toda a década de 70 os Jackson 5, e mais tarde os Jacksons, reinavam o cenário musical com um forte apelo para o público feminino. O marketing da gravadora se concentrava no sex appel dos meninos, principalmente no final da década, quando o Michael estava ficando mais velho (precisamente com 16 anos). 16 anos e com a voz extremamente fina que nunca engrossou, nem mesmo depois da adolescencia... Lembra alguém? Justin Bieber talvez... Pois é!
Aí nos anos 80 o público feminino foi brindado com o grupo "New Kids on the Block". Os meninos foram reunidos por um grande empresário do ramo musical. Isso mesmo... Reunidos!!!! Uma busca insensante para encontrar meninos que pudessem dançar, cantar e enlouquecer as meninas em época de puberdade. Logicamente que o empresário estava pensando no quesito "looks", mas não quis contratar qualquer modelo de cueca se o essencial, que era cantar, não pudesse ser feito. Os meninos foram encontrados e a banda foi formada e estava dado início ao maior fenômeno pop teen dos anos 80. E nos anos 90 (anos da minha época de Boy Band) vieram as duas maiores dos EUA: Backstreet Boys e NSync. Os BSB vieram com forte influência dos NKOTB e o NSync veio seguir os passos do BSB. TODAS essas bandas primeiramente tiveram o look dos boys em primeiro plano, para depois ser valorizado o talento vocal que estava lá, era latente, mas ficava em segundo plano, mascarado pela crescente campanha de marketing em volta da sexualidade dos meninos. Exemplos disso é os clipe da música "Quit playnig games with my heart", onde os BSB aparecem com camisetas molhadas e alguns até com as camisetas desabotoadas. No final da década de 98 surgiu a boy band Westlife, mais comportada em questões de sex appel, talvez por ser européia... será?
Agora, nessa nova época, estão surgindo outros astros teen que também tem uma grande campanha de marketing voltada para o visual... Mas será que não estamos sendo muito prepotentes em achar que Justin Bieber, Luan Santana, Jonas Brothers e toda essa trupe são totalmente desprovidos de talento somente porque os looks estão mais latentes do que o talento em si. Deve-se levar em conta que o publico consumidor, que são meninas jovens, geralmente não tem a maturidade suficiente para avaliar se tal artista tem ou não certa habilidade musical... Mas, como eu disse antes, não seria generalizar ou até mesmo pré-potente de nossa parte? Vale a discussão!
Não estou aqui para puxar sardinha para nenhum dos artistas. Mas vejo constantemente meninas que se comportavam desse jeito nas décadas anteriores criticando os artistas novos e as fãs, sem notar que antigamente faziam a mesma coisa! Uma fã de BSB não é tão diferente de uma fã de Elvis ou Jackson 5 enlouquecida. É só ver os vídeos no youtube dos artistas dos anos 50 e comparar... É a mesma coisa!
Falar que o Justin Bieber é ridículo porque tem uma voz de criança em idade adolescente é ignorancia pura! Michael teve a voz fina por toda a vida e nunca foi tachado de ridículo e sim de grande cantor. Não dizendo que Bieber é um grande cantor, mas não negando totalmente o mérito de seu talento. Um rostinho bonitinho serve para para o marketing e para o artista ser notado com mais facilidade... Mas grandes artistas de hoje já foram tachados de somente um "rostinho bonito": Leonardo Dicaprio, Brad Pitt, Christopher Waltz, etc...
Quanto tempo até vir outro artista e rostinho bonito e seu talento ser totalmente negado por que é só "rostinho bonito"? Desse jeito, grandes artistas devem ser feios? Seu Jorge que o diga...
Esses grandes sucessor vieram com força total avassalar o mercado fonográfico mundial e trazer, juntamente com o amor ardente das enlouquecidas fàs, o nariz torto e a aversão dos famosos "haters". Mas, até quando o o marketing está acima do talento e, se realmente está, quanto talento será que sobre para os meninos da dança sincronizada e vozes afinadinhas?
Para responder essa pergunta, devemos voltar um pouco no tempo. Primeiramente até, estudar o que significa a expressão "boy band", indo muito mais além da tradução "banda de meninos". Há muito tempo atrás, nos EUA, surgiu o fenômeno Elvis Presley, que depois de algum tempo seria considerado o Rei do Rock. Um título que até hoje ainda é discutido como cabível ou não. Bom, Elvis era dotado de, além de talento, de uma beleza sem igual. De todo o publico consumidor de seus discos, as mulheres eram maioria. E não era à toa. O rebolado de Elvis servia para atrair as mulheres. Uns anos depois, na Inglaterra, surgia o fenômeno inglês Beatles. A banda que é considerada a melhor banda de Rock do mundo. Mas, se formos estudar a história dos meninos de Liverpool (e os fãs de verdade saberão que estou certa), veremos que o primeiro casamento de Lennon, no início da carreira dos meninos, teve de ser camuflado para que assim sua imagem de menino solteiro não prejudicasse a banda, já que a maioria do público era composto por mulheres. Alguns musicos e estudiosos e jornalista que trabalham no meio musical consideram os Beatles como a primeira forma de boy band do mundo. Até nisso os ingleses foram pioneiros, não?
Ainda na mesma década, tivemos os Jackson 5. Os irmãos do pequeno Michael dançavam sincronizados e alguns até tocavam instrumentos. Você pode pensar: "Ah, mas só o Michael e o Jermaine cantavam nesse grupo". Eu retruco com: "E só o Justin e o JC cantavam no NSync. Me desculpe, mas isso não diminui o prestígio de nenhuma das duas bandas". Durante toda a década de 70 os Jackson 5, e mais tarde os Jacksons, reinavam o cenário musical com um forte apelo para o público feminino. O marketing da gravadora se concentrava no sex appel dos meninos, principalmente no final da década, quando o Michael estava ficando mais velho (precisamente com 16 anos). 16 anos e com a voz extremamente fina que nunca engrossou, nem mesmo depois da adolescencia... Lembra alguém? Justin Bieber talvez... Pois é!
Aí nos anos 80 o público feminino foi brindado com o grupo "New Kids on the Block". Os meninos foram reunidos por um grande empresário do ramo musical. Isso mesmo... Reunidos!!!! Uma busca insensante para encontrar meninos que pudessem dançar, cantar e enlouquecer as meninas em época de puberdade. Logicamente que o empresário estava pensando no quesito "looks", mas não quis contratar qualquer modelo de cueca se o essencial, que era cantar, não pudesse ser feito. Os meninos foram encontrados e a banda foi formada e estava dado início ao maior fenômeno pop teen dos anos 80. E nos anos 90 (anos da minha época de Boy Band) vieram as duas maiores dos EUA: Backstreet Boys e NSync. Os BSB vieram com forte influência dos NKOTB e o NSync veio seguir os passos do BSB. TODAS essas bandas primeiramente tiveram o look dos boys em primeiro plano, para depois ser valorizado o talento vocal que estava lá, era latente, mas ficava em segundo plano, mascarado pela crescente campanha de marketing em volta da sexualidade dos meninos. Exemplos disso é os clipe da música "Quit playnig games with my heart", onde os BSB aparecem com camisetas molhadas e alguns até com as camisetas desabotoadas. No final da década de 98 surgiu a boy band Westlife, mais comportada em questões de sex appel, talvez por ser européia... será?
Agora, nessa nova época, estão surgindo outros astros teen que também tem uma grande campanha de marketing voltada para o visual... Mas será que não estamos sendo muito prepotentes em achar que Justin Bieber, Luan Santana, Jonas Brothers e toda essa trupe são totalmente desprovidos de talento somente porque os looks estão mais latentes do que o talento em si. Deve-se levar em conta que o publico consumidor, que são meninas jovens, geralmente não tem a maturidade suficiente para avaliar se tal artista tem ou não certa habilidade musical... Mas, como eu disse antes, não seria generalizar ou até mesmo pré-potente de nossa parte? Vale a discussão!
Não estou aqui para puxar sardinha para nenhum dos artistas. Mas vejo constantemente meninas que se comportavam desse jeito nas décadas anteriores criticando os artistas novos e as fãs, sem notar que antigamente faziam a mesma coisa! Uma fã de BSB não é tão diferente de uma fã de Elvis ou Jackson 5 enlouquecida. É só ver os vídeos no youtube dos artistas dos anos 50 e comparar... É a mesma coisa!
Falar que o Justin Bieber é ridículo porque tem uma voz de criança em idade adolescente é ignorancia pura! Michael teve a voz fina por toda a vida e nunca foi tachado de ridículo e sim de grande cantor. Não dizendo que Bieber é um grande cantor, mas não negando totalmente o mérito de seu talento. Um rostinho bonitinho serve para para o marketing e para o artista ser notado com mais facilidade... Mas grandes artistas de hoje já foram tachados de somente um "rostinho bonito": Leonardo Dicaprio, Brad Pitt, Christopher Waltz, etc...
Quanto tempo até vir outro artista e rostinho bonito e seu talento ser totalmente negado por que é só "rostinho bonito"? Desse jeito, grandes artistas devem ser feios? Seu Jorge que o diga...
19 junho 2011
Consequências da falta de valorização
A educação no Brasil nunca esteve tão desvalorizada e parte disso é pelo não reconhecimento do trabalho dos professores
Desde a década de 1970, o professor brasileiro vem sofrendo desprestígio. Repetindo aqui palavras ditas no início deste ano ao Portal Terra por Roseli Souza, assessora pedagógica da divisão de sistemas de ensino de uma grande editora nacional, “naquela época ser professor era como ser médico, juiz ou padre”. Informações fundamentais e básicas, como o alfabeto, eram ensinadas por professores respeitados em todas as camadas sociais.
Contrapondo com essa valorização de outrora, a realidade de hoje vem mostrar a queda no número de professores no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a educação básica brasileira (que inclui a educação infantil, a especial, o ensino fundamental, o médio e a educação de jovens e adultos), em 2007 havia 2.500.554 professores em todo o território nacional. Dois anos depois, esse número caiu para 1.977.978.
Uma das causas é a desmotivação da categoria. Essa desmotivação inclui os baixos salários, a superlotação nas salas de aula e as péssimas instalações de trabalho nas quais os professores da rede pública são forçados a trabalhar. Uma dessas professoras é Amanda Gurgel, que ficou famosa no país inteiro a partir de um vídeo publicado no mês passado na internet. Nesse vídeo, Amanda discursa sobre as dificuldades do trabalho de professor público, em uma sessão da Secretaria de Educação de Natal. Mostra o mísero salário de R$ 970, reivindica ações mais eficazes do poder público e cobra respeito por parte dos governantes do estado do RN.
Essa realidade já não pode ser ignorada. Um país que não preza pela educação de seu povo está fadado ao subdesenvolvimento. O governo precisa abrir os olhos para o profissional que é, talvez, o mais importante na construção da cidadania. Deve haver redistribuição dos alunos na sala de aula, melhora nos salários de professores, como Amanda Gurgel, que precisam usar mais de dois ônibus para chegar ao trabalho, porque se compram um carro, não têm dinheiro para o combustível.
Deve-se investir na construção de mais escolas que possam absorver a demanda de alunos em condições que assegurem a todos a mesma qualidade na educação. O que falta para o professor brasileiro é motivação. Essa motivação deve partir de medidas que lhe dêem condições respeitáveis para, assim como um médico, um juiz ou até um padre, possam querer trilhar o caminho da docência.
Um país, como Monteiro Lobato dizia, constrói-se com livros e homens. De homens o Brasil está cheio, de livros também. Mas homens que possam lê-los, compreendê-los e construir ideias, isso está falta.
Contrapondo com essa valorização de outrora, a realidade de hoje vem mostrar a queda no número de professores no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a educação básica brasileira (que inclui a educação infantil, a especial, o ensino fundamental, o médio e a educação de jovens e adultos), em 2007 havia 2.500.554 professores em todo o território nacional. Dois anos depois, esse número caiu para 1.977.978.
Uma das causas é a desmotivação da categoria. Essa desmotivação inclui os baixos salários, a superlotação nas salas de aula e as péssimas instalações de trabalho nas quais os professores da rede pública são forçados a trabalhar. Uma dessas professoras é Amanda Gurgel, que ficou famosa no país inteiro a partir de um vídeo publicado no mês passado na internet. Nesse vídeo, Amanda discursa sobre as dificuldades do trabalho de professor público, em uma sessão da Secretaria de Educação de Natal. Mostra o mísero salário de R$ 970, reivindica ações mais eficazes do poder público e cobra respeito por parte dos governantes do estado do RN.
Essa realidade já não pode ser ignorada. Um país que não preza pela educação de seu povo está fadado ao subdesenvolvimento. O governo precisa abrir os olhos para o profissional que é, talvez, o mais importante na construção da cidadania. Deve haver redistribuição dos alunos na sala de aula, melhora nos salários de professores, como Amanda Gurgel, que precisam usar mais de dois ônibus para chegar ao trabalho, porque se compram um carro, não têm dinheiro para o combustível.
Deve-se investir na construção de mais escolas que possam absorver a demanda de alunos em condições que assegurem a todos a mesma qualidade na educação. O que falta para o professor brasileiro é motivação. Essa motivação deve partir de medidas que lhe dêem condições respeitáveis para, assim como um médico, um juiz ou até um padre, possam querer trilhar o caminho da docência.
Um país, como Monteiro Lobato dizia, constrói-se com livros e homens. De homens o Brasil está cheio, de livros também. Mas homens que possam lê-los, compreendê-los e construir ideias, isso está falta.
06 maio 2011
A Paixão
Paixão...No dicionário há a seguinte definição:
s.f. Movimento violento, impetuoso, do ser para o que ele deseja.
Atração muito viva que se sente por alguma coisa.
Objeto dessa afeição.
Predisposição para ou contra.
Arrebatamento, cólera.
Amor, afeição muito forte.
Religião Descrição, que é feita no Evangelho, da condenação, da agonia e da morte de Jesus Cristo. (Neste sentido, escreve-se com maiúscula.)
Tipo de música vocal dramática que relata os sofrimentos de Cristo de acordo com o Evangelho. É uma espécie de oratório.
Sentimento que nos move, que nos faz imaginar. A paixão é tão presente em nossas vidas. Às vezes, antes do amor, penetra com força no coração. Apaixonados morrem pelo que desejam, literalmente. Desejo também vem junto. A paixão nem sempre é sábia. Aliás, nunca foi. É tola, besta e não mede as consequencias. Sem saber, somos jogados, levados por uma força maior. Aliás, estar apaixonado não é o mesmo do que amar.
"Eu não sei de onde vem essa força que me leva à você"
Sim, somos tolos e idiotas. Como diz a música: "Só os tolos se apaixonam"
A paixão não se revela somente pelas pessoas. Objetos e idéias. Ideologias, representações e status podem nos fazer apaixonar.
Lembra quando eu disse que a paixão nos faz morrer pelo que gostamos? Robert Capa, talvez um dos fotógrafos mais apaixonados pelo que fazia de quem eu tenho notícia, morreu porque pisou em uma mina terrestre. Detalhe: Não via aonde pisava, pois estava fotografando.
Howard Huges: Aviador, bilionário e produtor de filmes. Quase morreu após sofrer um acidente aéreo durante o teste de um de seus aviões. Não queria parar. Depois de mais de duas horas de vôo, apesar dos avisos, não queria parar. O avião sofreu um erro. Caiu nos arredores de Beverly Hills. Howard quase morreu. Mas não parou por aí. Apaixonado mesmo. Quando finalmente morreu por causas naturais, estava dentro de um de seus aviões.
Apaixonado.
E eu to começando a me apaixonar pelo jornalismo. Por essa oportunidade de contar as histórias de pessoas comuns nas páginas de uma publicação. Aliás, agora eu sei. Sempre fui apaixonada pela escrita, pelas letras, pelo som das palavras. Agora, só estou pondo a paixão em prática.
Feliz.
03 abril 2011
Literatura - A Sombra do Vento
Um vídeo promocional para divulgar o livro ''A Sombra do Vento''. Enjoy:
Uma dica de leitura simples para não deixar de postar. Estava meio sumida. Minha internet foi cortada porque esqueci de pagar... sem comentários nesse aí. Vamos ao que interessa?
Hoje, eu comento sobre aquele que considero um dos melhores livros da minha instante. Aquele que foi capaz de me fazer ler 3vezes. Aquele que eu fiz questão de emprestar, de tão boa que a narrativa é. Fiz questão de que outros amigos se deliciassem com o livro. Lógico que depois de tê-lo emprestado tanto assim, eu nunca mais o vi. Mas sei que está com algum amigo e isso me deixa feliz, porque sei como a história do livro é muito boa.
"A sombra do Vento" surgiu em minha vida durante uma viagem. Bem no meio mesmo do trecho. Eu estava no aeroporto de Guarulhos, esperando o próximo avião, quando, em meio ao tédio, me deparei com uma livraria. Foi a salvação para uma leitora compulsiva que não lia um livro a mais de um ano. Tanto tempo assim, pra mim, começa a dar sintomas de abstinência. Entrei na livraria. Foi a primeira vez que compraria um livro que não fosse pra ler pro vestibular, não fosse a continuação de Harry Potter, não fosse para a escola ou qualquer coisa do gênero. Eu compraria um livro sem uma base para poder me guiar. Somente a orelha do livro, a contra-capa e/ou similares. Nunca confie num atendente de livraria ! Eles só lêem as capas... isso quando lêem! Depois de uns 15 minutos rodando e rodando a minúcula livraria, um livro em particular me chamou a atenção. Parei e fiquei admirando a capa. Uma capa incomum. Um enquadramento incomum.
Meio misterioso. Intrigante. Chamativo. Todos os adjetivos que também serviriam para descrever a narrativa do livro em si e não somente a capa. Acho que pela primeira vez em minha vida fui bem sucedida ao ''julgar um livro pela capa''. Adquiri o produto e fui ler. Começava a maior aventura de minha vida. Começava a ler o livro que mais me capturaria a atenção naqueles poucos mais de 16 anos de vida.
A história começa contando-nos sobre um menino chamado Daniel. Este, triste e melancólico, porque aos 10 anos de idade, não consegue lembrar-se mais do rosto de sua falecida mãe. O pai de Daniel Sempere o leva numa escura e fria madrugada em Barcelona (cidade onde tudo acontece), para um lugar mais sombrio chamado ''O cemitério dos livros esquecidos''. Ali, é dito a Daniel que escolha somente um livro para levar. Esse livro será seu e poderá escolher entre os incontáveis livros espalhados por prateleiras gigantes. Um título é escolhido, o mesmo do livro que conta a história de Daniel, o mesmo que eu conprei a uns anos atrás no aeroporto: ''A Sombra do Vento''.
A cidade de Barcelona, na segunda metade do século XX, é a personagem coadjuvante. É nela onde tudo acontece, onde Daniel descobre os mistérios da vida e do amor. É nela que o autor derrama toda sua narrativa dramática para nos entregar uma cidade apaixonante e ao mesmo tempo devastada ainda com a marca da II Guerra Mundial. Barcelona se transforma em palco, personagem, cenário e mais.
Uma narrativa espetacular. Dizem que vai meio pela linha do gótico. Uma mistura interessante entre suspense, um pouco de terror, muito drama e romance. Um livro excelente, que captura do início ao fim. Tanto que o li 3 vezes! Isso nunca havia acontecido antes. Narrado em primeira pessoa, nos dá mais dramaticidade. Compreendemos mais o protagonista, esse menino Daniel. Acompanhamos sua infância rápida até tornar-se um homem. Na verdade, um jovem adulto.
Um breve histórico sobre o autor:
Uma dica de leitura simples para não deixar de postar. Estava meio sumida. Minha internet foi cortada porque esqueci de pagar... sem comentários nesse aí. Vamos ao que interessa?
Hoje, eu comento sobre aquele que considero um dos melhores livros da minha instante. Aquele que foi capaz de me fazer ler 3vezes. Aquele que eu fiz questão de emprestar, de tão boa que a narrativa é. Fiz questão de que outros amigos se deliciassem com o livro. Lógico que depois de tê-lo emprestado tanto assim, eu nunca mais o vi. Mas sei que está com algum amigo e isso me deixa feliz, porque sei como a história do livro é muito boa.
"A sombra do Vento" surgiu em minha vida durante uma viagem. Bem no meio mesmo do trecho. Eu estava no aeroporto de Guarulhos, esperando o próximo avião, quando, em meio ao tédio, me deparei com uma livraria. Foi a salvação para uma leitora compulsiva que não lia um livro a mais de um ano. Tanto tempo assim, pra mim, começa a dar sintomas de abstinência. Entrei na livraria. Foi a primeira vez que compraria um livro que não fosse pra ler pro vestibular, não fosse a continuação de Harry Potter, não fosse para a escola ou qualquer coisa do gênero. Eu compraria um livro sem uma base para poder me guiar. Somente a orelha do livro, a contra-capa e/ou similares. Nunca confie num atendente de livraria ! Eles só lêem as capas... isso quando lêem! Depois de uns 15 minutos rodando e rodando a minúcula livraria, um livro em particular me chamou a atenção. Parei e fiquei admirando a capa. Uma capa incomum. Um enquadramento incomum.
Meio misterioso. Intrigante. Chamativo. Todos os adjetivos que também serviriam para descrever a narrativa do livro em si e não somente a capa. Acho que pela primeira vez em minha vida fui bem sucedida ao ''julgar um livro pela capa''. Adquiri o produto e fui ler. Começava a maior aventura de minha vida. Começava a ler o livro que mais me capturaria a atenção naqueles poucos mais de 16 anos de vida.
A história começa contando-nos sobre um menino chamado Daniel. Este, triste e melancólico, porque aos 10 anos de idade, não consegue lembrar-se mais do rosto de sua falecida mãe. O pai de Daniel Sempere o leva numa escura e fria madrugada em Barcelona (cidade onde tudo acontece), para um lugar mais sombrio chamado ''O cemitério dos livros esquecidos''. Ali, é dito a Daniel que escolha somente um livro para levar. Esse livro será seu e poderá escolher entre os incontáveis livros espalhados por prateleiras gigantes. Um título é escolhido, o mesmo do livro que conta a história de Daniel, o mesmo que eu conprei a uns anos atrás no aeroporto: ''A Sombra do Vento''.
A cidade de Barcelona, na segunda metade do século XX, é a personagem coadjuvante. É nela onde tudo acontece, onde Daniel descobre os mistérios da vida e do amor. É nela que o autor derrama toda sua narrativa dramática para nos entregar uma cidade apaixonante e ao mesmo tempo devastada ainda com a marca da II Guerra Mundial. Barcelona se transforma em palco, personagem, cenário e mais.
Uma narrativa espetacular. Dizem que vai meio pela linha do gótico. Uma mistura interessante entre suspense, um pouco de terror, muito drama e romance. Um livro excelente, que captura do início ao fim. Tanto que o li 3 vezes! Isso nunca havia acontecido antes. Narrado em primeira pessoa, nos dá mais dramaticidade. Compreendemos mais o protagonista, esse menino Daniel. Acompanhamos sua infância rápida até tornar-se um homem. Na verdade, um jovem adulto.
Um breve histórico sobre o autor:
Carlos Ruiz Zafón (Barcelona, 1964) é um escritor espanhol. Em 1993 ganhou o prêmio Ebedé de literatura com seu primeiro romance, O Príncipe da Névoa, que vendeu mais de 150 mil exemplares na Espanha e foi traduzido em vários idiomas. Desde então, publicou quatro romances, sendo que os três primeiros foram dirigidos para um público mais jovem, e intitulam-se de El Palacio de la Medinoche, Las Luces de Semptiembre e Marina. Nos últimos anos transformou-se numa das maiores revelações literárias dos últimos tempos com A Sombra do Vento,que foi traduzido em mais de 30 idiomas e publicado em cerca de 45 países, e foi finalista dos prêmios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002. Em Portugal, essa obra foi premiada com as Correntes d'Escritas, do ano de 2006. Seu romance mais atual é O Jogo do Anjo,escrito em 2008,que teve mais de um milhão de exemplares vendidos na Espanha.
O autor vive atualmente em Los Angeles, onde escreve roteiros para o cinema e trabalha em um novo romance. Zafón colabora também nos jornais espanhóis La Vanguardia e El País. A Sombra do Vento já ultrapassou a marca dos 6.5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o seu lançamento, em 2001.
Fonte: Wikipedia.
21 março 2011
MANUAL DE REPORTAGEM
Tá aí! Depois da decisão do supremo de não exigir a obrigatoriedade do diploma de jornalista, o amigo Rafinha Bastos, muito sagaz e detentor de talento para humor inteligente/irônico, difícil de fazer hoje em dia, mas feito de forma satisfatória pelo amigo jornalista, nos trás um videzinho bem legal sobre como ser repórter.
Você amigo que está começando agora em programas como o ''Tribuna na massa'', ''Pinga Fogo na TV'' e similares, não pode perder este ''Manual da Redação para os jornalistas não formados que se dizem jornalistas, mas na verdade não são''. O título é longo, mas as dicas são fáceis de captar. Entende?
Bom proveito, focas!
13 março 2011
CRÍTICA – BRAVURA INDÔMITA
Os irmãos Cohen trazem para o ano de 2011 uma história sobre bravura, como se pode notar pelo título do filme. Mas a bravura indômita está tanto para os atores quanto para os próprios diretores, quando estes se propuseram a refilmar uma história que o tempo tornou clássica... para alguns.
Estamos no clima de velho oeste, no estado do Arkansas. A história é narrada pela protagonista (apesar de a academia discordar), Hailee Steinfield . Uma menina que teve o pai assassinado e busca vingança. Como parte do plano, pretende contratar os serviços de Reuben J. ''Ruester'' Cogburn, interpretado pelo superestimado Jeff Bridges. Este é um beberrão, mas o melhor policial federal do Arkansas. Sabendo disso, a menina o contrata e assim começa uma caçada pelo assassino, para que este seja enforcado (punição da época), por ter matado o pai de Mattie Ross (Steinfield).
Uma história que nos traz a seguinte fala de Mattie Ross, quando justifica a decisão de ter contratado o personagem de Brigdes: “Me disseram que o senhor é um homem de bravura indômita’’. Isso por si só deveria revelar que a bravura a qual se refere o título deve-se ao Marshall. Mas não foi essa impressão que tive ao terminar de ver o filme.
Quem mostra a real bravura é a menina de 13 anos, interpretada por Steinfield, de maneira magistral para a pouca idade da atriz. Ela se entrega e nos entrega uma personagem de caráter forte, que não teme ir atrás do assassino do pai, mesmo que isso signifique dormir no chão e acampar em péssimas condições. A bravura vem como a característica marcante dessa menina que nos encanta na tela.
Tecnicamente falando, o filme impressiona. Não pelo trabalho de direção de arte, como foi aclamado pela academia. Mas pela fotografia. Os Cohen sabem mexer nas câmeras. Nada fora de série, mas um trabalho digno de aprovação de qualquer cinéfilo. É um filme bonito de se ver. Paisagens muito bem mostradas na tela. Figurino também não fica para trás. Apesar de, novamente, não ser nada espetacular, é um trabalho legitimador de uma época há muito esquecida pelo cinema.
Será que Bravura Indômita marcará uma volta aos filmes western? Se sim, será digno de estrear a volta, mas não um clássico desse ano. Longe disso.
Entretanto, o filme vale a pena só pela interpretação bem carregada. Cada ator explorou muito bem a dramaticidade de seus personagens. Seja imitando um sotaque ou fazendo caretas, o espírito de velho oeste impera nesse longa saudosista. Algo que nos faz querer mais filmes que retratem essa época tão cheia de riqueza cinematográfica, mas como dito antes, um pouco esquecida.
10 março 2011
Crítica - Bruna Surfistinha
Olá, leitores! Eu sei, eu estava sumida e não postei nada no carnaval. Não, nem pense que eu estava no bloco da Preta Gil pulando e jogando confete na rua... Porque não sai de casa o carnaval inteiro e não se joga mais confete na rua durante o carnaval. Como disse a grande jornalista Rachel Sheherazade, isso “foi nos tempos de outrora”.
Vamos ao filme? Isso mesmo! Bruna Surfistinha. Quando foi lançado o filme “O auto da compadecida”, eu disse pra mim mesma: “Daqui a mais uns 10 anos o cinema brasileiro vai estar muito melhor e as produções bem mais trabalhadas e com narrativas mais bem elaboradas e humanizadas”. Batata! Dito e feito! Prova disso é “Bruna Surfistinha”.
A narrativa, linear, todos nós conhecemos: “Uma menina chamada Rachel, que aos 17 anos, saiu de casa (casa de boa família), para virar garota de programa e assim se libertar de todo aquele universo – casa, escola, pais – que a prendia. Mentindo, dizendo que tinha 18 anos, é aceita em um bordel (?!?!?!?) pela cafetina dona do lugar. Assim Bruna nos confessa e, no filme, escreve em seu diário sobre todos os clientes que já teve e as particularidades de cada um. É mais uma história de um ser humano querendo se encontrar, do que sobre prostituição. E diferentemente do que pensam muitos, não é a volta da pornochanchada.
Com certeza você, no programas de TV e afins, ouviu muito falar da atuação de “Déborah Secco”, que interpreta Bruna. Eu fiquei embasbacada com o que vi. É lógico que em novelas da Globo, nós não conseguimos ter uma real noção da capacidade interpretativa do ator, porque ou o personagem não tem nenhuma dramaticidade ou, se tem, não há tempo para gastar em explorá-la. Salvo alguns casos raros.
E dramaticidade do personagem foi o que recebemos muito bem pela atuação de Déborah. A cena que mais me chamou a atenção foi a do primeiro programa de Bruna. Déborah nos traz uma menina que quer seguir em frente, mas está tão insegura quanto no primeiro dia de aula. O misto de insegurança e nojo em sua face, assim como desejo de permanecer, rende-lhe aplausos. E ouso dizer: Aplausos de pé!
O cinema brasileiro está em alta. E com tantos filmes bons sendo lançados e curtas maravilhosos vindo à tona (exemplo disso é o curta “Eu não quero voltar sozinho”), é triste o fato de que o filme escolhido para nos representar no Oscar desse ano, na categoria “melhor filme estrangeiro”, tenha sido uma campanha política clicherizada. Tenho dito.
06 março 2011
Crítica - Cisne Negro
O filme “Cisne Negro” já foi comentado, satirizado, criticado, aclamado e muitos mais “ados” por aí. Eu hoje falo como projeto de cinéfila que sou, não tendo visto os outros filmes de Darren Aronofsky (tive que ir no Google ver como se escrevia o bendito do sobrenome, que ainda não aprendi).
A linha condutora narrativa nos traz a história de Nina (Natalie Portman), uma bailarina jovem e muito dedicada ao ballet. A companhia na qual dança, resolve fazer uma versão do tão aclamado “O Lago dos Cisnes”. Assim, o diretor Thomas Leroy (Vincent Cassel – Ótimo!!!), precisa encontrar uma solista, dentre tantas, capaz de interpretar tanto o Cisne Negro, como o Cisne Branco. Este mesmo diretor se vê dividido entre Nina, que tem a graça e fragilidade do Cisne Branco e Lily (Mila Kunis), que possui a sensualidade do Cisne Negro.
O enredo é basicamente simples. É só somar 2+2 e ver que o filme se basearia numa disputa entre as duas bailarinas pelo mesmo papel. Mas, como já haviam me falado sobre filmes anteriores de Aronofsky, não é tão simples assim.
Eu nem me atrevo a spoilar o filme, então nem vou contar o final nem os fatos que se sucedem. Mas se você já o viu, poderá divagar comigo sobre os aspectos técnicos e outros do filme em questão. Oscarizado apenas uma vez, arrematou vários outros prêmios em outras premiações. O que é triste, dado o fato de o filme ser um dos melhores do Oscar, acho eu. A melhor parte do filme, como muitos já sabem, é a belíssima interpretação de Natalie Portman, que levou o carequinha para casa. Além disso, é a brilhante fotografia (mas não tão brilhante assim, porque eu ainda prefiro a fotografia de “A Origem”). Ângulos bem diversificados. Bom jogo de câmeras nas cenas de dança ensaiada. A câmera, como disse o amigo Cassio Bezerra no blog “dialogando cinema”, dança, acompanhando o ritmo dos atores em cena. Mas nada que provoque labirintite. Interessante, também, é que não é nem um pouco um filme sobre ballet, nem um filme para menina. Já vi rapazes receosos de ver o filme por acharem que se trataria de algo voltado para o público feminino... tsc tsc tsc.
É mais uma história sobre pressão, sobre a necessidade de sermos perfeitos. Nina leva ao máximo o esforço de ser a escolhida para o papel. Tal esforço provaria ser atormentador. É algo que eu vejo em muitas pessoas, que exigem muito de si mesmas e agem como Nina. Mas lógico que no filme, de novo, as coisas não são tão simples assim.
Recomendo o filme. Mais uma prova de que o cinema independente não é de baixa qualidade por carregar o adjetivo “independente”. Aliás, pode até ser bem melhor em questão de roteiro e criação do que o cinema milionário com o qual estamos habituados e deveríamos escapar de ver em quando.
03 março 2011
Crítica - Amor e Outras Drogas
O legal de Amor e Outras Drogas, é que quebra um pouco o gelo do que seria uma comédia romântica representada na tela. Sem nenhum pudor, mostra a personagem de Anne (Maggie), totalmente nua em cenas bem iluminadas. Aos poucos, vamos descobrindo a nudez de Anne Hathaway, já mostrada com mais discrição em filmes anteriores. Jake também fica nu no filme. Porém, longe do que possa parecer, o nu dos dois atores fica entre o poético e o sexy, sem ser vulgar ou pornográfico.
Roteiro batido e final feliz. Não que eu não goste de finais felizes! Só dizendo que não nos impressionamos com o final.
Você deve estar se perguntando... Mas que diabos é tão legal nesse filme (além do que já foi dito) que faz dele uma das melhores comédias românticas para Raisa Marcondes? Eu respondo: Já te disse que sou fã da Anne Hathaway? Não? Ah, tá.
Ela brilha nesse filme, mais até do que brilha em “O Diabo Veste Prada”. Sua versatilidade é impressionante. Pode fazer uma menina tão insegura quanto Amélia em “O Diário da Princesa”, quanto pode fazer uma mulher fogosa e cheia de vida em “Amor e Outras Drogas”. Para quem gosta de comédias românticas que fogem um pouco e saem por outro viés daquele de filmes com Ashton Kutcher, fica a dica de um bom filme pro fim de semana. Mas corra logo, porque o filme já está saindo de cartaz!
02 março 2011
Crítica - O Vencedor
O próximo Rocky Balboa?
– Não faz nem cinco minutos desde que o filme acabou. Não pude esperar para escrever sobre o longa que me trouxe à memória grandes momentos na franquia Rocky, nos saudosos anos 80. Mas, desta vez, o sentimento de satisfação por ter visto um bom filme foi maior.
A história é baseada em fatos reais. Isso por si só já seria um prato cheio para a academia, que adora pessoas reais sendo dramatizadas nas telas de cinema. Como se não bastasse somente isso, rendeu indicações para uma atriz veterana, não muito conhecida até o ano de 2009, quando foi indicada pelo filme de orçamento modesto, “Rio Congelado”.
Agora, no ano de 2011, indicada e vencedora do Oscar, por seu trabalho em “O Vencedor”. Merecido. Estamos falando de Melissa Leo, obviamente. A “camaleoa”, parafraseando o crítico de cinema Rubens Filho. No filme, Melissa retrata a mãe de um lutador de boxe numa fase da carreira um pouco difícil, pelo menos no início do filme. Esse mesmo boxeador é interpretado por Mark Walhberg, ator que “faz o dever de casa certinho”, mas não o suficiente, até agora, para ser aclamado como um ótimo ator. O adjetivo “bom” é suficiente. Agora, o ponto máximo do filme, é quando entra em cena o irmão de Mark Walhberg, que faz o papel de Micky Ward. Christian Bale interpreta Dicky Ward,
irmão/treinador/guru do boxe de Micky Ward. Como se não fosse o suficiente, é viciado em crack. Mais um prato cheio para a academia de artes cinematográficas, que adora um drogado sendo dramatizado em todos os seus defeitos, mas conquistando a simpatia, pelo menos o mínimo dela, por parte do público. É isso que Bale faz de melhor no filme. Um anti-herói. Pelo menos para mim. Também não poderia me esquecer de mais uma carinha bonitinha que tem muito talento: Amy Adams. Quem não se lembra dela como a princesa Gisele em “Encantada”? Pois é, a Disney tem um chamariz para atrizes maravilhosas em início de carreira. Só pra citar algumas: Anne Hathaway, Amy Adams, Julie Andrews... Pois bem, Amy faz o papel da namorada de Micky, que tenta convencê-lo, em algum momento do filme, que ele precisa se separar profissionalmente da família, para crescer na carreira.
Nos momentos finais do filme (SPOILER!!!!), quando Micky Ward está prestes a voltar com tudo e ser campeão mundial, o momento de tensão aumenta. O jogo de câmeras, mais uma vez, muito bem utilizado. Amy Adams e Melissa Leo, nesse momento do filme, apesar de aparecerem somente em poucos momentos, não são ofuscadas por Bale nem Walhberg. Oscar merecido novamente, para Melissa Leo. Aliás, só pelo nome, ela poderia ganhar um prêmio (OK, OK, viajei um pouco). O Vencedor é um filme ótimo para quem é fã de filmes sobre superação. Também para quem gosta de filmes de luta como eu. Não é de verter lágrimas intermináveis, como em Karate Kid, e dificilmente será lembrado como clássico. Mas o espírito de luta presente no filme, é merecedor de boas críticas. Uma frustração? Sim. Mark Walhberg. Com um personagem tão rico, ele poderia ter se esforçado mais. Do jeito que estava no filme, poderia por até Keanu Reeves, que não faria diferença. Mas o personagem pedia uma atuação mais à altura. Será que ainda verei Mark Walhberg seguindo os passos de Brad Pitt? Pode não ser um ótimo ator, mas pelo menos, um dia, uma indicação ao Oscar?
01 março 2011
Crítica - O discurso do Rei
O roteiro é baseado em uma história real. O elenco é composto em sua maioria por atores britânicos. O diretor, Tom Hooper, chega ao ponto máximo de sua carreira carregando uma história que fala de algo com o qual está acostumado: a realeza britânica. Seus trabalhos anteriores incluem mini-séries e filmes para a TV. Uma dessas mini-séries intitula-se “Elisabeth I”. Contar histórias sobre a família real já não era novidade para o jovem cineasta. Hooper nos traz uma história sobre um homem que, para muitos, tornou-se rei antes da hora. Na iminência da II Guerra Mundial, quando a sociedade britânica precisava de uma voz segura no meio da confusão, George VI deve se impor e declamar um discurso para acalmar os ânimos de seus fiéis súditos. Como todo bom roteiro que se preze, há um problema atrapalhando os planos do herói: Ele é gago.
Colin Firth, o ator que vem de uma carreira em ascensão, nos brinda com um desempenho sensível nos detalhes. Retrata o drama de um chefe de estado, um rei, que precisa sobrepujar as dificuldades na fala, de maneira inteligente. Com certeza o Oscar é dele. Se não for premiado, pelo menos será sempre lembrado como o inglês que retratou de maneira magistral um rei que, acima de tudo, era um homem em conflito. Esses conflitos vêm à tona quando, pelas intervenções do fonoaudiólogo, o rei precisa discutir o seu passado para tentar entender quando e porque a gagueira começou. Esse papel de conselheiro e amigo é dado ao grande Geofrrey Rush. Ele que nos fez rir de seu pequeno papel em “Shakespeare Apaixonado”. Nos fez imaginar como Capitão Barbossa em “Piratas do Caribe”. Também já fez filmes sobre a realeza em “Elisabeth”. O senhor Rush, que recebeu uma nomeação ao Oscar por seu trabalho em “O discurso do rei”, juntamente com Firth, dá ao filme o ar da graça. Abençoam o longa com uma química digna de título “melhor dupla do ano”. Rush não impressiona ninguém nesse filme, porque ele faz o desempenho que sempre dá aos seus personagens aquele motivo pelo qual não são esquecidos facilmente. É de se esperar, quando se trabalha com um profissional como Geoffrey Rush, um trabalho fenomenal. Sua presença em tela faz com que os outros, até Firth, percam o brilho e lhe deixem roubar a cena. Isso é o que faz um verdadeiro ator coadjuvante merecedor de uma estatueta. Falando de atuações dignas, não se pode deixar de mencionar Helena Bonham Carter, o terceiro papel neste tripé britânico. Carter, que também tem fãs adolescentes por seu trabalho em “Harry Potter”, faz o papel da rainha que não abandona o marido em tempos de crise. Talvez não leve o Oscar, mas com certeza tem seu mérito no filme. Nos retrata uma rainha que, antes de ser rainha, é uma esposa fiel. Não abandona o marido rei e sempre está disposta a torcer os dedos para que tudo dê certo.
Falando de aspectos técnicos: Fotografia. Esse talvez seja o que faz do filme uma obra prima da carreira de Hooper. A atmosfera da época, com suas incertezas e tristezas, tanto para o povo como para o próprio rei, são capturadas gentilmente por uma fotografia não inventiva, mas também não clichê. Os tons pastéis dão ao filme uma leveza ao olhar. Os enquadramentos, na cena da entrevista inicial médico-paciente, logo no início do filme, com a dupla Firth/Rush, nos acompanham desde aquele momento até o final do longa. Acompanhando a fotografia certeira, temos um figurino nem um pouco exagerado. Até para a realeza, as roupas se matem limitadas. Mas isso é o que dá realidade ao filme. Vemos tudo como um documentário, mas do que um filme.
Com certeza, uma das melhores realizações cinematográficas do ano de 2011. Atuações dignas de aplausos em pé. Aspectos técnicos de um filme feito em sincronia dentre os departamentos de trilha sonora, figurino, fotografia, edição e direção. Roteiro adaptado de maneira atenciosa aos momentos de maior dramaticidade da vida do rei, naquele momento incerto de seu governo. É uma história de um rei em busca de superação. Mais do que isso até. É a história de um homem que, com um amigo, inicia uma jornada de autoconhecimento e auto-afirmação. Um filme para todos que duvidam da maestria com que os britânicos ainda regem o cinema.
24 fevereiro 2011
A verdadeira cor do futebol não é preta, nem branca
| Na época da Copa a mídia se prende muito a estereótipos na hora de dramatizar a questão do preconceito |
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