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Na época da Copa a mídia se prende muito a estereótipos na hora de dramatizar a questão do preconceito
Raisa Marcondes
Em ano de Copa do Mundo tudo é muito bonito: bandeiras enfeitando as ruas, torcedores apaixonados por futebol, entoando gritos de guerra, amigos e familiares reunidos para sofrer, chorar e até gritar junto com o time que está lá do outro lado do oceano defendendo o país no gramado. Toda essa festividade mascara muito bem uma situação com a qual a população não está muito familiarizada, mas acontece muito.
Como de costume os meios de comunicação tentam romantizar tudo. No caso da África do Sul não é diferente. Pela história do país, com Nelson Mandela sendo um símbolo da luta contra o preconceito, há um banquete completo para lembrar que os negros ainda estão na luta contra a segregação racial. Mas até quando a mídia continuará a insistir no mesmo padrão estereotipado para falar de preconceito?
Que os negros sofrem preconceito ainda hoje, isso não se discute. Mas os meios de comunicação estão esquecendo de outras classes marginalizadas que também estão à mercê de preconceitos. Em alguns grupos de adolescentes, por exemplo, meninas ricas são excluídas de círculos com meninas de poder aquisitivo menor. Pessoas consideradas gordas são dramatizadas em filmes como sujeitos solitários, mas as modelos magras demais estão sendo excluídas da própria família em função da anorexia. Na própria África do Sul, quando os negros sofriam de exclusão nos torneios de rugby (esporte antigamente praticado somente pela elite), os brancos, após o apartheid, sofriam com a discriminação racial no futebol.
É preciso rever os conceitos e mudá-los. Essa mania de classificar como pobre, branco, gordo, bonito é o que está quebrando o espírito de igualdade que se deve sentir em época de Copa do Mundo. É claro que os negros têm uma história triste de segregação racial, desde os tempos do colonialismo, mas colocá-los sempre como alvo de ódio agora é clichê. Isso leva os próprios negros a se verem como os “coitados” na história.
A criação de cotas para afro descendentes, as propagandas romantizadas de políticas de igualdade, levam o Brasil a viver um momento, mesmo que mínimo, de reflexo do apartheid. O que torna um negro melhor que um branco ou um branco melhor do que um negro?
Quem é da mesma geração que eu, sabe bem quais foram os filmes que marcaram nossa tão saudosa adolescência. Um destes, o qual defendo aqui com unhas e dentes, é ''Harry Potter''. Pode parecer estranho a primeira vista que uma cinéfila como eu queira se ''manchar'' defendendo um suposto/pseudo ''blockbuster''. Minhas razões são nobres:
01) O elenco se sustenta desde o primeiro filme, não nos nomes dos três iniciantes desconhecidos protagonistas. O charme do filme está em sem elenco adulto que foi capaz de reunir grandes nomes do cinema inglês desde o primeiro longa, em ''Harry Potter e a pedra filosofal''. Atores como Richard Harris, como Dumbledore, Maggie Smith, como McGonagal e Alan Richman, como Snape. Tudo isso só no primeiro filme.
02) De lá para cá a franquia milionária da septologia magica só melhorou... e mutio! A direção, depois de passar pelas mãos de 02 mentes diferentes, acalmou-se nas mãos de David Yates, que acompanhou a franquia até o final, foi melhorando e muito. O primeiro filme trás uma carga leve nas mãos de Chris Columbus, que lhe dá o ar infantil que mereceu no início. A maioria do público era infantil, os protagonistas eram crianças e isso foi uma boa mistura.
03) Com Alfonso Cuarón no comando do terceiro longa (Harry Potter e o prisioneiro de Askaban), vemos um avanço técnico bacana. Gary Oldman, o eterno Drácula, embarca no navio de Harry e é uma ótima adição de talento à saga. Aí, neste mesmo filme, há o desabrochar do talento daquela que viria a ser a melhor jovem atriz da saga: Emma Watson.
04) David Yates chega no quarto filme para ficar como o diretor oficial até o final. Junto com ele, o grande vilão encarna na pele de ninguém menos que Ralph Fiennes. Lógico que Fiennes não se entrega por inteiro ao personagem, em toda a sua dramaticidade, mas nem por isso deixa a desejar. Além de tudo o filme foi feito para ser apreciado pelos jovens, que não estão nem aí para o fato do filme ser Oscarizado ou não.
05) Um dos slogans do quinto filme da série, Harry Potter e a Ordem da Fênix, diz: ''A rebelião vai começar''. E é aí que Harry Potter deixa para trás toda a sua carga de filme fantasia para crianças e começa a conquistar fãs de todas as idades que estavam relutantes no início do milenio, quando os primeiros filmes foram surgindo. A carga dramática de extende mais uma vez quando a atriz Helena Bonham Carter se transforma completamente numa das mais amadas vilãs de todos os tempos! Ela é a mais perfeita interpretação em toda a saga.
Helena Bonham Carter - A melhor vilã da saga
06) Aí quando os críticos mais céticos não podiam mais entortar o nariz, chega Harry Potter e o enigma do príncipe. O Oscar reconheceu, não o bastante para dar-lhe o pêmio, mas foi indicado. Esse foi o momento máximo de Harry Potter até hoje. Carga dramática pesada. Atmosfera sombria, muito bem representada na excelente fotografia. Interpretações magníficas de Carter, como Belatrix Lestrange e a melhor atuação juvenil de Emma Watson.
07) A saga vai terminar. Os fãs já sabem o final. Os críticos estão com medo de provarem que eles estavam errado. Eu estou certa de que a saga do bruxinho no futuro vai ser reconhecida como uma das melhores adaptações literárias dos últimos tempos. O que sustenta Harry Potter não é Daniel Radcliffe somente, nem o fato de Harry ser um bruxinho órfão. O que sustenta ese filme são os atores sensacionais que dão suporte aos menores, trilha sonora maestral composta por um dos melhores nomes no ramo (John Williams), aspectos técnicos que souberam moldar o mundo fantástico de Harry Potter e, por último mas não menos importante, uma narativa imaginativa de uma escritora britânica que um dia, numa viagem de trem, imaginou o bruxinho mais amado do mundo.
Pois bem. Belo sábado de sol em que eu, adentrando as Lojas Americanas, saí de lá com dois filmes de DiCaprio: Ilha do Medo e A Origem. Deixei Ilha do Medo pra depois, quando eu tivesse tempo e sossego para prestar mais atenção à um filme que eu já havia visto antes e sabia que requeria uma boa dose de atenção. Desafio lançado, apertei o play.
À primeira vista, sabe-se que é um filme de Scorcese. Para mim, os sinais mais aparentes de que Scorcese manteve seu estilo é a dose certa do uso de música. Num filme de suspense, principalmente um de suspense psicológico como esse, o uso exarcebado de trilha sonora é pertubador e quebra com a atmosfera. Exemplo bom é O Sexto Sentido, que sabe usar bem a música.
Depois, as tomadas longas. Ah, Deus, as tomadas longas! Quem assistiu O Aviador sabe como Scorcese demora às vezes para dizer "corta".
O elenco se mantêm muito bom. Mark Rufallo não consegue deixar DiCaprio ofuscado, mas nem por isso deixa de fazer seu dever de casa. DiCaprio não decepciona e mantém o nível de ator que todos conhecemos. Mas , para uma fã de carteirinha do Leo, fica o gostinho de quero mais. Poxa, Leo, cadê o cara que vimos em O Aviador. Shutter Island decepciona alguns porque é um filme pesado. Para não perder o fio da meada, é necessário que se preste muita atenção do início ao fim. O final é surpreendente, mas deixa dúvidas sobre pequenos vácuos anteriores. Erro do roteiro ou intencional: não sei.
Aspecto técnico que me impressionou: Fotografia. A iluminação, enquadramentos pouco clicherizados e fidelidade à narrativa deixam o filme muito interessante. Ilha do Medo é original.
Explicando o título do post: DiCaprio é um policial federal que foi designado para comparecer à Shutter Island para investigar o desaparecimento de uma paciente supostamente perigosa. Com o desenrolar da trama, ficamos a par da vida passada de Andrews (DiCaprio). Ele foi um militar que serviu na alemanhã durante o período do Holocausto e participou da invasão à um campo de concentração. Aliás, DiCaprio fala alemão por uns minutos no filme. O que foge à minha habilidade de julgamento, já que não falo alemão.
Vale a pena, e muito! Assista e se divirta. Preste atenção para quando terminar o filme você fique dizendo que não gostou porque não entendeu. Scorcese não merece isso. Nem DiCaprio. Nem eu.
Há quem diga que o império da Disney está em ascensão. Eu digo que não.
Desde pequena eu sempre gostei de desenhos animados. Aliás, esse foi o começo de um gosto cinéfilo. Eu comecei pela animação. E, como não podia deixar de ser, acompanhei a melhor fase da Disney: os anos 90!
O primeiro longa animado da Disney foi A Branca de Neve. Mas esse não foi o primeiro desenho que eu ganhei. O primeiro foi Cinderela. Desde pequena eu amo esse desenho. Apesar dos clichês que hoje eu identifico com tanta clareza, eu o tenho como parte de minha infância. Aí vem os outros: Branca de Neve, A Pequena Sereia, A Bela Adormecida, A Bela e a Fera (clássico!), etc.
O que me faz ficar um pouco triste é ver que a Disney não investe mais em animações com pessoas. Agora são peixes, tartarugas... e até carros! A junção com a pixar trouxe uma nova dimensão ao conceito de animação. infelizmente, a magia perdeu-se!
Se você, caro leitor, não concorda comigo... nada posso fazer. Mas tente entender a frustração de alguém que cresceu vendo histórias de um menino pobre que se casa com a filha do sultão e, de repente, vê a mesma companhia de animação criar um filme sobre carros falantes!!!
Uma palavra: Saudades.
Saudades quando todo ano havia uma certeza de que a Disney lançaria um sucesso bom.
Agora temos grandes empresas de animação no mercado: DreamWorks, Fox (que fez um de meus preferidos: Anastacia), etc.
Mas o império Disney começou, pra mim, a decair. História de enredo fraco. Não que eu queira os clichês de volta... Não! Só quero de volta a imaginação. A Pixar é a Pixar. Dinsney é Disney!