Dizem que é fisicamente impossível haver mais de um corpo ocupando o mesmo espaço. Sim, a física me ensinou isso. Mas a física se esqueceu que o ser humano é um ser incrivelmente adaptável, transformável e inigualável do universo. E olhe que eu já conheci muito bicho por aí...
Ela tem três letras no nome. O "A", o "N" e o outro "A". Também tem três filhos. Mais interessante ainda é o fato de ser multiuso e 3 em 1. É mãe, pai, e trabalhadora. Poderia acrescentar também dona de casa, amiga, educadora e etc. Mas figiria à proposta do texto, já visto pelo título.
Acorda cedo todo dia. Já se põe, cedinho, quando o sol surge preguiçoso à porta, a digitar "bom dia" aos amigos no Facebook. Depois vem o trabalho: dentes, dentes e mais dentes. Não sei como aguenta tanto mal hálito!
O 3 refere-se também ao número de familiares tortos que a amam mais que a metade dos familiares de sangue: a ex-cunhada, mais conhecida como "irmã", que recentemente a chamou de "ANJO" por uma mensagem no celular. A sobrinha, cujos dedos vos escrevem este texto e o sobrinho que agora está em algum lugar de Goiás pregando a Cristo e orando muito por ela, com certeza!
Mulher de garra: criou três filhos bagunceirinhos e energéticos muito melhor que muito casal rico por aí.
Mulher de coca com bacardi.
Mulher de fé: sempre com o coração voltado a Deus e os santos.
Mulher de música: Sempre pedindo dicas musicais à sobrinha radialista.
Mulher de amores: Sabe aquela pessoa que merece todos os amores do mundo?
Mulher de tatuagem: Grudado na pele, mais precisamente no pescoço, a razão de viver.
Mulher de voz: Parece uma adolescente falando quando está feliz. É a coisa mais fofa do mundo.
Mulher de inteligência: Ou você tá achando que ser dentista é pra qualquer um?
Mulher de dores: Sim, elas vêm. Vêm nos por pra baixo, mas ela sabe dar a volta por cima como ninguém.
Simplesmete... Mulher!
Cinema. Literatura. Música. Jornalismo. Jornalista não escreve com a mão. Escreve com visão, sentido, emoção, poesia, amor e, principalmente com noção de responsabilidade social. Pelo menos os jornalistas sérios.
Hoje não, amanhã, talvez... Ontem, nunca!
[orkut] Marcondes, Raisa Larissa
[twitter] http://twitter.com/#!/rl_marcondes
[e-mail] raisalarissamq@gmail.com
[facebook] Raisa Marcondes
''Escrever é o que me liberta e me faz imaginar
imaginar um mundo onde não tenha que me calar
Esperar por amanhãs melhores e noites mais quentes
Onde a lua não se esconde, onde a dor não se sente''
17 janeiro 2012
04 outubro 2011
Rotina e Mudança [parte 1]
| Uma viagem parecia ser algo louco, sem noção. Mesmo assim, foi em frente |
Era uma manhã assim de outono. Tinha acabado de sair de casa. Colocou as chaves no bolso e seguiu pela rua abaixo. Pensava em tudo e ao mesmo tempo em nada. Deixava-se levar pela música "Yellow" do Coldplay, tocando nos headphones grandes que tinha comprado no dia anterior. Esperava acordar desse sonho que todos chamavam vida, mas que para achava ser realmente um pesadelo. Nada de divórcio dos pais, nada de drogas em sua vida. Não bebia nem se metia em confusão, mas mesmo assim sentia-se só e completamente sem chão.
Ao chegar ao trabalho, só fez jogar a bolsa/pasta na mesa e ligou o computador. Mais tarde, após horas de trabalho em frente à tela do computador, pediu um lanche do McDonald's. Comeu rápido e voltou a trabalhar. Uma rotina de repetição que lhe permeava a mente e lhe corroía por dentro. A rotina lhe atormentava, lhe fazia querer morrer.
Seguia assim todos os dias de sua vida. Rotina, rotina e rotina. Um dia, então assim sem querer nem planejar, passou em frente a uma loja de passagens aéreas. Como ganhava relativamente bem com o trabalho fatídico e chato, e quase nunca viajava, achava que essa seria uma boa oportunidade de sair do país. Quem sabe uma praia na Grécia ou um campo ou vinhedo na Itália?
Entrou na loja sem pensar duas vezes. Deciciu antes olhar a lista de passagens e promoções. Eram tantas! E todas pareciam muito tentadoras... Como escolher?
Deciciu fechar os olhos e deslizar a ponta do dedo indicador desde a primeira passagem na lista, até a final. Quando achasse que tinha chegado no destino, congelaria o dedo apontado e abriria os olhos. Foi exatamente isso mesmo que fez...
Quando abriu os olhos comtemplou o lugar para onde iria, não pode acreditar. Será mesmo que era esse o lugar? O que haveria lá que lhe poderia mudar a vida?
Hesitou um pouco. Mesmo em dúvida não podia fraquejar agora. Foi até a atendente comprar a passagem...
02 outubro 2011
Boy bands e Teen Idols
Quem é da minha geração vai com certeza lembrar de grandes hits dos anos 80/90 que estouraram no fenômeno adolescente que foram as boy bands. "Step by step", dos New Kids on The Block, "Tearing uo my heart", do NSync, "As long as you love me", dos Backstreet Boys e até "40 graus", da boy band brasileira Twister.
Esses grandes sucessor vieram com força total avassalar o mercado fonográfico mundial e trazer, juntamente com o amor ardente das enlouquecidas fàs, o nariz torto e a aversão dos famosos "haters". Mas, até quando o o marketing está acima do talento e, se realmente está, quanto talento será que sobre para os meninos da dança sincronizada e vozes afinadinhas?
Para responder essa pergunta, devemos voltar um pouco no tempo. Primeiramente até, estudar o que significa a expressão "boy band", indo muito mais além da tradução "banda de meninos". Há muito tempo atrás, nos EUA, surgiu o fenômeno Elvis Presley, que depois de algum tempo seria considerado o Rei do Rock. Um título que até hoje ainda é discutido como cabível ou não. Bom, Elvis era dotado de, além de talento, de uma beleza sem igual. De todo o publico consumidor de seus discos, as mulheres eram maioria. E não era à toa. O rebolado de Elvis servia para atrair as mulheres. Uns anos depois, na Inglaterra, surgia o fenômeno inglês Beatles. A banda que é considerada a melhor banda de Rock do mundo. Mas, se formos estudar a história dos meninos de Liverpool (e os fãs de verdade saberão que estou certa), veremos que o primeiro casamento de Lennon, no início da carreira dos meninos, teve de ser camuflado para que assim sua imagem de menino solteiro não prejudicasse a banda, já que a maioria do público era composto por mulheres. Alguns musicos e estudiosos e jornalista que trabalham no meio musical consideram os Beatles como a primeira forma de boy band do mundo. Até nisso os ingleses foram pioneiros, não?
Ainda na mesma década, tivemos os Jackson 5. Os irmãos do pequeno Michael dançavam sincronizados e alguns até tocavam instrumentos. Você pode pensar: "Ah, mas só o Michael e o Jermaine cantavam nesse grupo". Eu retruco com: "E só o Justin e o JC cantavam no NSync. Me desculpe, mas isso não diminui o prestígio de nenhuma das duas bandas". Durante toda a década de 70 os Jackson 5, e mais tarde os Jacksons, reinavam o cenário musical com um forte apelo para o público feminino. O marketing da gravadora se concentrava no sex appel dos meninos, principalmente no final da década, quando o Michael estava ficando mais velho (precisamente com 16 anos). 16 anos e com a voz extremamente fina que nunca engrossou, nem mesmo depois da adolescencia... Lembra alguém? Justin Bieber talvez... Pois é!
Aí nos anos 80 o público feminino foi brindado com o grupo "New Kids on the Block". Os meninos foram reunidos por um grande empresário do ramo musical. Isso mesmo... Reunidos!!!! Uma busca insensante para encontrar meninos que pudessem dançar, cantar e enlouquecer as meninas em época de puberdade. Logicamente que o empresário estava pensando no quesito "looks", mas não quis contratar qualquer modelo de cueca se o essencial, que era cantar, não pudesse ser feito. Os meninos foram encontrados e a banda foi formada e estava dado início ao maior fenômeno pop teen dos anos 80. E nos anos 90 (anos da minha época de Boy Band) vieram as duas maiores dos EUA: Backstreet Boys e NSync. Os BSB vieram com forte influência dos NKOTB e o NSync veio seguir os passos do BSB. TODAS essas bandas primeiramente tiveram o look dos boys em primeiro plano, para depois ser valorizado o talento vocal que estava lá, era latente, mas ficava em segundo plano, mascarado pela crescente campanha de marketing em volta da sexualidade dos meninos. Exemplos disso é os clipe da música "Quit playnig games with my heart", onde os BSB aparecem com camisetas molhadas e alguns até com as camisetas desabotoadas. No final da década de 98 surgiu a boy band Westlife, mais comportada em questões de sex appel, talvez por ser européia... será?
Agora, nessa nova época, estão surgindo outros astros teen que também tem uma grande campanha de marketing voltada para o visual... Mas será que não estamos sendo muito prepotentes em achar que Justin Bieber, Luan Santana, Jonas Brothers e toda essa trupe são totalmente desprovidos de talento somente porque os looks estão mais latentes do que o talento em si. Deve-se levar em conta que o publico consumidor, que são meninas jovens, geralmente não tem a maturidade suficiente para avaliar se tal artista tem ou não certa habilidade musical... Mas, como eu disse antes, não seria generalizar ou até mesmo pré-potente de nossa parte? Vale a discussão!
Não estou aqui para puxar sardinha para nenhum dos artistas. Mas vejo constantemente meninas que se comportavam desse jeito nas décadas anteriores criticando os artistas novos e as fãs, sem notar que antigamente faziam a mesma coisa! Uma fã de BSB não é tão diferente de uma fã de Elvis ou Jackson 5 enlouquecida. É só ver os vídeos no youtube dos artistas dos anos 50 e comparar... É a mesma coisa!
Falar que o Justin Bieber é ridículo porque tem uma voz de criança em idade adolescente é ignorancia pura! Michael teve a voz fina por toda a vida e nunca foi tachado de ridículo e sim de grande cantor. Não dizendo que Bieber é um grande cantor, mas não negando totalmente o mérito de seu talento. Um rostinho bonitinho serve para para o marketing e para o artista ser notado com mais facilidade... Mas grandes artistas de hoje já foram tachados de somente um "rostinho bonito": Leonardo Dicaprio, Brad Pitt, Christopher Waltz, etc...
Quanto tempo até vir outro artista e rostinho bonito e seu talento ser totalmente negado por que é só "rostinho bonito"? Desse jeito, grandes artistas devem ser feios? Seu Jorge que o diga...
Esses grandes sucessor vieram com força total avassalar o mercado fonográfico mundial e trazer, juntamente com o amor ardente das enlouquecidas fàs, o nariz torto e a aversão dos famosos "haters". Mas, até quando o o marketing está acima do talento e, se realmente está, quanto talento será que sobre para os meninos da dança sincronizada e vozes afinadinhas?
Para responder essa pergunta, devemos voltar um pouco no tempo. Primeiramente até, estudar o que significa a expressão "boy band", indo muito mais além da tradução "banda de meninos". Há muito tempo atrás, nos EUA, surgiu o fenômeno Elvis Presley, que depois de algum tempo seria considerado o Rei do Rock. Um título que até hoje ainda é discutido como cabível ou não. Bom, Elvis era dotado de, além de talento, de uma beleza sem igual. De todo o publico consumidor de seus discos, as mulheres eram maioria. E não era à toa. O rebolado de Elvis servia para atrair as mulheres. Uns anos depois, na Inglaterra, surgia o fenômeno inglês Beatles. A banda que é considerada a melhor banda de Rock do mundo. Mas, se formos estudar a história dos meninos de Liverpool (e os fãs de verdade saberão que estou certa), veremos que o primeiro casamento de Lennon, no início da carreira dos meninos, teve de ser camuflado para que assim sua imagem de menino solteiro não prejudicasse a banda, já que a maioria do público era composto por mulheres. Alguns musicos e estudiosos e jornalista que trabalham no meio musical consideram os Beatles como a primeira forma de boy band do mundo. Até nisso os ingleses foram pioneiros, não?
Ainda na mesma década, tivemos os Jackson 5. Os irmãos do pequeno Michael dançavam sincronizados e alguns até tocavam instrumentos. Você pode pensar: "Ah, mas só o Michael e o Jermaine cantavam nesse grupo". Eu retruco com: "E só o Justin e o JC cantavam no NSync. Me desculpe, mas isso não diminui o prestígio de nenhuma das duas bandas". Durante toda a década de 70 os Jackson 5, e mais tarde os Jacksons, reinavam o cenário musical com um forte apelo para o público feminino. O marketing da gravadora se concentrava no sex appel dos meninos, principalmente no final da década, quando o Michael estava ficando mais velho (precisamente com 16 anos). 16 anos e com a voz extremamente fina que nunca engrossou, nem mesmo depois da adolescencia... Lembra alguém? Justin Bieber talvez... Pois é!
Aí nos anos 80 o público feminino foi brindado com o grupo "New Kids on the Block". Os meninos foram reunidos por um grande empresário do ramo musical. Isso mesmo... Reunidos!!!! Uma busca insensante para encontrar meninos que pudessem dançar, cantar e enlouquecer as meninas em época de puberdade. Logicamente que o empresário estava pensando no quesito "looks", mas não quis contratar qualquer modelo de cueca se o essencial, que era cantar, não pudesse ser feito. Os meninos foram encontrados e a banda foi formada e estava dado início ao maior fenômeno pop teen dos anos 80. E nos anos 90 (anos da minha época de Boy Band) vieram as duas maiores dos EUA: Backstreet Boys e NSync. Os BSB vieram com forte influência dos NKOTB e o NSync veio seguir os passos do BSB. TODAS essas bandas primeiramente tiveram o look dos boys em primeiro plano, para depois ser valorizado o talento vocal que estava lá, era latente, mas ficava em segundo plano, mascarado pela crescente campanha de marketing em volta da sexualidade dos meninos. Exemplos disso é os clipe da música "Quit playnig games with my heart", onde os BSB aparecem com camisetas molhadas e alguns até com as camisetas desabotoadas. No final da década de 98 surgiu a boy band Westlife, mais comportada em questões de sex appel, talvez por ser européia... será?
Agora, nessa nova época, estão surgindo outros astros teen que também tem uma grande campanha de marketing voltada para o visual... Mas será que não estamos sendo muito prepotentes em achar que Justin Bieber, Luan Santana, Jonas Brothers e toda essa trupe são totalmente desprovidos de talento somente porque os looks estão mais latentes do que o talento em si. Deve-se levar em conta que o publico consumidor, que são meninas jovens, geralmente não tem a maturidade suficiente para avaliar se tal artista tem ou não certa habilidade musical... Mas, como eu disse antes, não seria generalizar ou até mesmo pré-potente de nossa parte? Vale a discussão!
Não estou aqui para puxar sardinha para nenhum dos artistas. Mas vejo constantemente meninas que se comportavam desse jeito nas décadas anteriores criticando os artistas novos e as fãs, sem notar que antigamente faziam a mesma coisa! Uma fã de BSB não é tão diferente de uma fã de Elvis ou Jackson 5 enlouquecida. É só ver os vídeos no youtube dos artistas dos anos 50 e comparar... É a mesma coisa!
Falar que o Justin Bieber é ridículo porque tem uma voz de criança em idade adolescente é ignorancia pura! Michael teve a voz fina por toda a vida e nunca foi tachado de ridículo e sim de grande cantor. Não dizendo que Bieber é um grande cantor, mas não negando totalmente o mérito de seu talento. Um rostinho bonitinho serve para para o marketing e para o artista ser notado com mais facilidade... Mas grandes artistas de hoje já foram tachados de somente um "rostinho bonito": Leonardo Dicaprio, Brad Pitt, Christopher Waltz, etc...
Quanto tempo até vir outro artista e rostinho bonito e seu talento ser totalmente negado por que é só "rostinho bonito"? Desse jeito, grandes artistas devem ser feios? Seu Jorge que o diga...
19 junho 2011
Consequências da falta de valorização
A educação no Brasil nunca esteve tão desvalorizada e parte disso é pelo não reconhecimento do trabalho dos professores
Desde a década de 1970, o professor brasileiro vem sofrendo desprestígio. Repetindo aqui palavras ditas no início deste ano ao Portal Terra por Roseli Souza, assessora pedagógica da divisão de sistemas de ensino de uma grande editora nacional, “naquela época ser professor era como ser médico, juiz ou padre”. Informações fundamentais e básicas, como o alfabeto, eram ensinadas por professores respeitados em todas as camadas sociais.
Contrapondo com essa valorização de outrora, a realidade de hoje vem mostrar a queda no número de professores no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a educação básica brasileira (que inclui a educação infantil, a especial, o ensino fundamental, o médio e a educação de jovens e adultos), em 2007 havia 2.500.554 professores em todo o território nacional. Dois anos depois, esse número caiu para 1.977.978.
Uma das causas é a desmotivação da categoria. Essa desmotivação inclui os baixos salários, a superlotação nas salas de aula e as péssimas instalações de trabalho nas quais os professores da rede pública são forçados a trabalhar. Uma dessas professoras é Amanda Gurgel, que ficou famosa no país inteiro a partir de um vídeo publicado no mês passado na internet. Nesse vídeo, Amanda discursa sobre as dificuldades do trabalho de professor público, em uma sessão da Secretaria de Educação de Natal. Mostra o mísero salário de R$ 970, reivindica ações mais eficazes do poder público e cobra respeito por parte dos governantes do estado do RN.
Essa realidade já não pode ser ignorada. Um país que não preza pela educação de seu povo está fadado ao subdesenvolvimento. O governo precisa abrir os olhos para o profissional que é, talvez, o mais importante na construção da cidadania. Deve haver redistribuição dos alunos na sala de aula, melhora nos salários de professores, como Amanda Gurgel, que precisam usar mais de dois ônibus para chegar ao trabalho, porque se compram um carro, não têm dinheiro para o combustível.
Deve-se investir na construção de mais escolas que possam absorver a demanda de alunos em condições que assegurem a todos a mesma qualidade na educação. O que falta para o professor brasileiro é motivação. Essa motivação deve partir de medidas que lhe dêem condições respeitáveis para, assim como um médico, um juiz ou até um padre, possam querer trilhar o caminho da docência.
Um país, como Monteiro Lobato dizia, constrói-se com livros e homens. De homens o Brasil está cheio, de livros também. Mas homens que possam lê-los, compreendê-los e construir ideias, isso está falta.
Contrapondo com essa valorização de outrora, a realidade de hoje vem mostrar a queda no número de professores no Brasil. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a educação básica brasileira (que inclui a educação infantil, a especial, o ensino fundamental, o médio e a educação de jovens e adultos), em 2007 havia 2.500.554 professores em todo o território nacional. Dois anos depois, esse número caiu para 1.977.978.
Uma das causas é a desmotivação da categoria. Essa desmotivação inclui os baixos salários, a superlotação nas salas de aula e as péssimas instalações de trabalho nas quais os professores da rede pública são forçados a trabalhar. Uma dessas professoras é Amanda Gurgel, que ficou famosa no país inteiro a partir de um vídeo publicado no mês passado na internet. Nesse vídeo, Amanda discursa sobre as dificuldades do trabalho de professor público, em uma sessão da Secretaria de Educação de Natal. Mostra o mísero salário de R$ 970, reivindica ações mais eficazes do poder público e cobra respeito por parte dos governantes do estado do RN.
Essa realidade já não pode ser ignorada. Um país que não preza pela educação de seu povo está fadado ao subdesenvolvimento. O governo precisa abrir os olhos para o profissional que é, talvez, o mais importante na construção da cidadania. Deve haver redistribuição dos alunos na sala de aula, melhora nos salários de professores, como Amanda Gurgel, que precisam usar mais de dois ônibus para chegar ao trabalho, porque se compram um carro, não têm dinheiro para o combustível.
Deve-se investir na construção de mais escolas que possam absorver a demanda de alunos em condições que assegurem a todos a mesma qualidade na educação. O que falta para o professor brasileiro é motivação. Essa motivação deve partir de medidas que lhe dêem condições respeitáveis para, assim como um médico, um juiz ou até um padre, possam querer trilhar o caminho da docência.
Um país, como Monteiro Lobato dizia, constrói-se com livros e homens. De homens o Brasil está cheio, de livros também. Mas homens que possam lê-los, compreendê-los e construir ideias, isso está falta.
06 maio 2011
A Paixão
Paixão...No dicionário há a seguinte definição:
s.f. Movimento violento, impetuoso, do ser para o que ele deseja.
Atração muito viva que se sente por alguma coisa.
Objeto dessa afeição.
Predisposição para ou contra.
Arrebatamento, cólera.
Amor, afeição muito forte.
Religião Descrição, que é feita no Evangelho, da condenação, da agonia e da morte de Jesus Cristo. (Neste sentido, escreve-se com maiúscula.)
Tipo de música vocal dramática que relata os sofrimentos de Cristo de acordo com o Evangelho. É uma espécie de oratório.
Sentimento que nos move, que nos faz imaginar. A paixão é tão presente em nossas vidas. Às vezes, antes do amor, penetra com força no coração. Apaixonados morrem pelo que desejam, literalmente. Desejo também vem junto. A paixão nem sempre é sábia. Aliás, nunca foi. É tola, besta e não mede as consequencias. Sem saber, somos jogados, levados por uma força maior. Aliás, estar apaixonado não é o mesmo do que amar.
"Eu não sei de onde vem essa força que me leva à você"
Sim, somos tolos e idiotas. Como diz a música: "Só os tolos se apaixonam"
A paixão não se revela somente pelas pessoas. Objetos e idéias. Ideologias, representações e status podem nos fazer apaixonar.
Lembra quando eu disse que a paixão nos faz morrer pelo que gostamos? Robert Capa, talvez um dos fotógrafos mais apaixonados pelo que fazia de quem eu tenho notícia, morreu porque pisou em uma mina terrestre. Detalhe: Não via aonde pisava, pois estava fotografando.
Howard Huges: Aviador, bilionário e produtor de filmes. Quase morreu após sofrer um acidente aéreo durante o teste de um de seus aviões. Não queria parar. Depois de mais de duas horas de vôo, apesar dos avisos, não queria parar. O avião sofreu um erro. Caiu nos arredores de Beverly Hills. Howard quase morreu. Mas não parou por aí. Apaixonado mesmo. Quando finalmente morreu por causas naturais, estava dentro de um de seus aviões.
Apaixonado.
E eu to começando a me apaixonar pelo jornalismo. Por essa oportunidade de contar as histórias de pessoas comuns nas páginas de uma publicação. Aliás, agora eu sei. Sempre fui apaixonada pela escrita, pelas letras, pelo som das palavras. Agora, só estou pondo a paixão em prática.
Feliz.
03 abril 2011
Literatura - A Sombra do Vento
Um vídeo promocional para divulgar o livro ''A Sombra do Vento''. Enjoy:
Uma dica de leitura simples para não deixar de postar. Estava meio sumida. Minha internet foi cortada porque esqueci de pagar... sem comentários nesse aí. Vamos ao que interessa?
Hoje, eu comento sobre aquele que considero um dos melhores livros da minha instante. Aquele que foi capaz de me fazer ler 3vezes. Aquele que eu fiz questão de emprestar, de tão boa que a narrativa é. Fiz questão de que outros amigos se deliciassem com o livro. Lógico que depois de tê-lo emprestado tanto assim, eu nunca mais o vi. Mas sei que está com algum amigo e isso me deixa feliz, porque sei como a história do livro é muito boa.
"A sombra do Vento" surgiu em minha vida durante uma viagem. Bem no meio mesmo do trecho. Eu estava no aeroporto de Guarulhos, esperando o próximo avião, quando, em meio ao tédio, me deparei com uma livraria. Foi a salvação para uma leitora compulsiva que não lia um livro a mais de um ano. Tanto tempo assim, pra mim, começa a dar sintomas de abstinência. Entrei na livraria. Foi a primeira vez que compraria um livro que não fosse pra ler pro vestibular, não fosse a continuação de Harry Potter, não fosse para a escola ou qualquer coisa do gênero. Eu compraria um livro sem uma base para poder me guiar. Somente a orelha do livro, a contra-capa e/ou similares. Nunca confie num atendente de livraria ! Eles só lêem as capas... isso quando lêem! Depois de uns 15 minutos rodando e rodando a minúcula livraria, um livro em particular me chamou a atenção. Parei e fiquei admirando a capa. Uma capa incomum. Um enquadramento incomum.
Meio misterioso. Intrigante. Chamativo. Todos os adjetivos que também serviriam para descrever a narrativa do livro em si e não somente a capa. Acho que pela primeira vez em minha vida fui bem sucedida ao ''julgar um livro pela capa''. Adquiri o produto e fui ler. Começava a maior aventura de minha vida. Começava a ler o livro que mais me capturaria a atenção naqueles poucos mais de 16 anos de vida.
A história começa contando-nos sobre um menino chamado Daniel. Este, triste e melancólico, porque aos 10 anos de idade, não consegue lembrar-se mais do rosto de sua falecida mãe. O pai de Daniel Sempere o leva numa escura e fria madrugada em Barcelona (cidade onde tudo acontece), para um lugar mais sombrio chamado ''O cemitério dos livros esquecidos''. Ali, é dito a Daniel que escolha somente um livro para levar. Esse livro será seu e poderá escolher entre os incontáveis livros espalhados por prateleiras gigantes. Um título é escolhido, o mesmo do livro que conta a história de Daniel, o mesmo que eu conprei a uns anos atrás no aeroporto: ''A Sombra do Vento''.
A cidade de Barcelona, na segunda metade do século XX, é a personagem coadjuvante. É nela onde tudo acontece, onde Daniel descobre os mistérios da vida e do amor. É nela que o autor derrama toda sua narrativa dramática para nos entregar uma cidade apaixonante e ao mesmo tempo devastada ainda com a marca da II Guerra Mundial. Barcelona se transforma em palco, personagem, cenário e mais.
Uma narrativa espetacular. Dizem que vai meio pela linha do gótico. Uma mistura interessante entre suspense, um pouco de terror, muito drama e romance. Um livro excelente, que captura do início ao fim. Tanto que o li 3 vezes! Isso nunca havia acontecido antes. Narrado em primeira pessoa, nos dá mais dramaticidade. Compreendemos mais o protagonista, esse menino Daniel. Acompanhamos sua infância rápida até tornar-se um homem. Na verdade, um jovem adulto.
Um breve histórico sobre o autor:
Uma dica de leitura simples para não deixar de postar. Estava meio sumida. Minha internet foi cortada porque esqueci de pagar... sem comentários nesse aí. Vamos ao que interessa?
Hoje, eu comento sobre aquele que considero um dos melhores livros da minha instante. Aquele que foi capaz de me fazer ler 3vezes. Aquele que eu fiz questão de emprestar, de tão boa que a narrativa é. Fiz questão de que outros amigos se deliciassem com o livro. Lógico que depois de tê-lo emprestado tanto assim, eu nunca mais o vi. Mas sei que está com algum amigo e isso me deixa feliz, porque sei como a história do livro é muito boa.
"A sombra do Vento" surgiu em minha vida durante uma viagem. Bem no meio mesmo do trecho. Eu estava no aeroporto de Guarulhos, esperando o próximo avião, quando, em meio ao tédio, me deparei com uma livraria. Foi a salvação para uma leitora compulsiva que não lia um livro a mais de um ano. Tanto tempo assim, pra mim, começa a dar sintomas de abstinência. Entrei na livraria. Foi a primeira vez que compraria um livro que não fosse pra ler pro vestibular, não fosse a continuação de Harry Potter, não fosse para a escola ou qualquer coisa do gênero. Eu compraria um livro sem uma base para poder me guiar. Somente a orelha do livro, a contra-capa e/ou similares. Nunca confie num atendente de livraria ! Eles só lêem as capas... isso quando lêem! Depois de uns 15 minutos rodando e rodando a minúcula livraria, um livro em particular me chamou a atenção. Parei e fiquei admirando a capa. Uma capa incomum. Um enquadramento incomum.
Meio misterioso. Intrigante. Chamativo. Todos os adjetivos que também serviriam para descrever a narrativa do livro em si e não somente a capa. Acho que pela primeira vez em minha vida fui bem sucedida ao ''julgar um livro pela capa''. Adquiri o produto e fui ler. Começava a maior aventura de minha vida. Começava a ler o livro que mais me capturaria a atenção naqueles poucos mais de 16 anos de vida.
A história começa contando-nos sobre um menino chamado Daniel. Este, triste e melancólico, porque aos 10 anos de idade, não consegue lembrar-se mais do rosto de sua falecida mãe. O pai de Daniel Sempere o leva numa escura e fria madrugada em Barcelona (cidade onde tudo acontece), para um lugar mais sombrio chamado ''O cemitério dos livros esquecidos''. Ali, é dito a Daniel que escolha somente um livro para levar. Esse livro será seu e poderá escolher entre os incontáveis livros espalhados por prateleiras gigantes. Um título é escolhido, o mesmo do livro que conta a história de Daniel, o mesmo que eu conprei a uns anos atrás no aeroporto: ''A Sombra do Vento''.
A cidade de Barcelona, na segunda metade do século XX, é a personagem coadjuvante. É nela onde tudo acontece, onde Daniel descobre os mistérios da vida e do amor. É nela que o autor derrama toda sua narrativa dramática para nos entregar uma cidade apaixonante e ao mesmo tempo devastada ainda com a marca da II Guerra Mundial. Barcelona se transforma em palco, personagem, cenário e mais.
Uma narrativa espetacular. Dizem que vai meio pela linha do gótico. Uma mistura interessante entre suspense, um pouco de terror, muito drama e romance. Um livro excelente, que captura do início ao fim. Tanto que o li 3 vezes! Isso nunca havia acontecido antes. Narrado em primeira pessoa, nos dá mais dramaticidade. Compreendemos mais o protagonista, esse menino Daniel. Acompanhamos sua infância rápida até tornar-se um homem. Na verdade, um jovem adulto.
Um breve histórico sobre o autor:
Carlos Ruiz Zafón (Barcelona, 1964) é um escritor espanhol. Em 1993 ganhou o prêmio Ebedé de literatura com seu primeiro romance, O Príncipe da Névoa, que vendeu mais de 150 mil exemplares na Espanha e foi traduzido em vários idiomas. Desde então, publicou quatro romances, sendo que os três primeiros foram dirigidos para um público mais jovem, e intitulam-se de El Palacio de la Medinoche, Las Luces de Semptiembre e Marina. Nos últimos anos transformou-se numa das maiores revelações literárias dos últimos tempos com A Sombra do Vento,que foi traduzido em mais de 30 idiomas e publicado em cerca de 45 países, e foi finalista dos prêmios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002. Em Portugal, essa obra foi premiada com as Correntes d'Escritas, do ano de 2006. Seu romance mais atual é O Jogo do Anjo,escrito em 2008,que teve mais de um milhão de exemplares vendidos na Espanha.
O autor vive atualmente em Los Angeles, onde escreve roteiros para o cinema e trabalha em um novo romance. Zafón colabora também nos jornais espanhóis La Vanguardia e El País. A Sombra do Vento já ultrapassou a marca dos 6.5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o seu lançamento, em 2001.
Fonte: Wikipedia.
21 março 2011
MANUAL DE REPORTAGEM
Tá aí! Depois da decisão do supremo de não exigir a obrigatoriedade do diploma de jornalista, o amigo Rafinha Bastos, muito sagaz e detentor de talento para humor inteligente/irônico, difícil de fazer hoje em dia, mas feito de forma satisfatória pelo amigo jornalista, nos trás um videzinho bem legal sobre como ser repórter.
Você amigo que está começando agora em programas como o ''Tribuna na massa'', ''Pinga Fogo na TV'' e similares, não pode perder este ''Manual da Redação para os jornalistas não formados que se dizem jornalistas, mas na verdade não são''. O título é longo, mas as dicas são fáceis de captar. Entende?
Bom proveito, focas!
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